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terça-feira, 26 de março de 2013

Liberdade: um sonho


Liberdade é ter direito de escolha. Escolher o que lhe convém, o que lhe satisfaz, o que lhe preenche... Até Deus concedeu ao homem o livre arbítrio. Mas a sociedade NÃO concede. Eu vivo presa numa armadilha ideológica. As grades de medo corrompem mais que o ferro. As paredes de opressão silenciam mais que o concreto. E o piso é sustentado por uma base rígida: a hierarquia. 

Pra que eu construo meus próprios valores, se me obrigam a absorver valores alheios aos meus? Pra que eu estudo, se me limitam? Pra que eu desenvolvo minha opinião, se me silenciam quando eu quero expressá-la?  Pra que eu vivo, se eles só querem que eu exista? Pra que serve minha veia política, se não permitem que o sangue flua nela?

Eu vivo numa ditadura disfarçada de democracia. Minhas vontades, minhas convicções e meus ideais são secundários em qualquer esfera social. A hierarquia não me permite a livre escolha. Sou um produto da sociedade e devo fazer jus à minha condição de mero produto e agir exatamente como determinaram no rótulo da minha embalagem. A ordem é acionar os freios, e não guiar a condução; calar a voz, e não ensaiar o canto; "cortar as asas, e não orientar o vôo". 

Que tirem os professores da sala, os livros das estantes e o conhecimento da pauta, então! Porque, enquanto eu tiver consciência da existência de tudo que me rodeia, vou lutar contra essa alienação. Se eu tenho a capacidade de movimentar minha cabeça para os lados em discordância, é porque não fui feita apenas para assentir. O comodismo passa longe das minhas pretensões. Como eu costumo dizer: não quero me mudar do Brasil, quero mudar o Brasil! 
"Ignorar os fatos não os altera."